A VIDA
Que bebida vária!...Que misturas tem!...
Quem tanta cor lhe deu, e tanto odor?!...
Tão saborosa, tão sem sabor,
Deixai-me bebê-la, devagar,
Num repente, a rir e a chorar,
A meu talante! sabe-me tão bem...
de quê composta?...Quem a comporia?...
Logo a provou, decerto, e ao prová-la
Cuspiu, gostou e não gostou,
E a cuspir e a beber voltou...
Que temperos tem! Que porcaria!...
Que nauseante! Sabe-me tão mal...
Estúpida bebida, sem igual!
Como poupá-la!...Não a sei gastar...
Talvez a beba toda, em bacanal,
Estilhaçando o copo, a gargalhar,
Gozoso...indiferente...num esgar...
É mil bebidas irreais...
Quero-lhe muito, mais do que ninguém!
Ando farto dela e quero mais!
Quero mais! Quero bebê-la a esmo,
Tê-la tirana minha, meu refém...
poesia de meu Pai Luís Rosa Bruno
( Joana Bruno)
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